domingo, janeiro 11, 2026

Purgatório, saudade do futuro

 


Pelo que andei lendo de autores entendidos, compreendi que, mesmo que nos arrependamos, nos confessemos e que sejamos perdoados na Confissão, é preciso, para muitos de nós, passar pelo purgatório... um processo de purificação que pode começar já aqui na Terra, pela busca da santidade e pela penitência.

Não se trata de pagar pelo pecado, isso já está feito pela Salvação por Jesus; trata-se de reconhecer o tamanho da nossa miséria, que não retribui ao Amor misericordioso infinito de Deus, ou seja, como diz o Pe. Paulo Ricardo, trata-se de acolher esta Salvação, pela fé e pelas obras da Caridade, as obras de rejeitar o mundo, as obras de lutar contra o pecado, as obras de uma vida ascética. A purificação não se faz sem sofrimento. É preciso louvar a Deus, por nos ter dado a Salvação, e agir para assumi-la, apesar de reconhecermos a nossa tendência para pecar. Este reconhecimento e o esforço penoso para nos corrigirmos acabam por nos dar uma alegria indizível, muitas vezes com consolações e a progressão na fé e na santidade.

Em outras palavras, também pode-se dizer que o purgatório é um saber-se indigno de tamanho Amor divino, sentindo uma espécie de dor por saber-se não merecedor, incorrendo sempre em erros, apesar de estar grandemente agradecido pela Salvação e com esperança de juntar-se a Deus.

É quando a saudade diz respeito ao tempo futuro, nos limites da nossa compreensão, quando se refere a uma alegria que virá, a saudade da felicidade eterna. E, paradoxalmente, esse sentimento já tem um gostinho de alegria.

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Links relacionados:

O purgatório

Tratado sobre o Purgatório


segunda-feira, dezembro 22, 2025

São José, o menor e o maior

 

No evangelho do terceiro domingo do Advento, São José é citado indiretamente por Jesus, segundo a conclusão de grandes doutores da Igreja, quando Ele diz: "Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele." O menor, São José, é maior (ver Links relacionados ao final do texto).

No evangelho do quarto domingo do Advento, ao saber que Maria estava grávida, sem que tivessem consumado o casamento, José pensa em deixar Maria, discretamente. Mas um Anjo do Senhor lhe diz em sonho que ela concebera por ação do Espírito Santo. E explica a ele o significado daquilo tudo. Certamente, não foi um simples sonho, a mensagem do Anjo teve o poder do Amor de Deus e, sendo José um homem justo, ele aceitou a missão que lhe foi dada. E a cumpriu com humildade, força e determinação de alguém que estava mesmo muito perto de Deus, pois vimos como ele agiu em defesa da Sagrada Família, enquanto Jesus crescia.

Viva São José!

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"Jesus, Maria, José, meu coração vosso é."

"Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a Piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém."

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Links relacionados:

São José

Lendo e aprendendo

São José, o maior de todos os santos

José ou João Batista: quem foi o maior, afinal?


São João Batista não duvidou

Église de Saint-Jean-Baptiste
à Notre-Dame-des-Neiges, QC
Canada

 O Evangelho do 3° domingo do Advento nos lembra que São João Batista, já estando preso, enviou discípulos a Jesus para perguntar-lhe se Ele era o Messias ou se deviam esperar por outro.

E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos,

A dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes:

Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.

E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em mim.

E, partindo eles, começou Jesus a dizer às multidões, a respeito de João: Que fostes ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento?

Sim, que fostes ver? Um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis.

Mas, então que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta;

Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho.

Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.

Mateus 11:2-11

À primeira vista, parece que São João Batista duvidou. Mas São João Crisóstomo nos explica esta passagem, usando a lógica, não há como contestar. Vejamos o texto com o qual o Padre Angelo responde a uma fiel:

1. Trago-te o comentário de São João Crisóstomo, que é um dos quatro grandes Padres da Igreja do Oriente.

Este comentário era muito estimado por São Tomás.

Como tu mesma observas, certamente São João conhecia Jesus.

Independentemente do fato de serem primos (eles tinham tido dois caminhos totalmente diferentes até então), João tinha sido avisado de cima sobre a identidade de Cristo.

Ele mesmo diz: “Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo” (Jo 1,33).

2. Mas eis o que disse Crisóstomo:

Ele O conhecia antes que fizesse milagres. Ele o havia sabido através do Espírito, havia ouvido do Pai.

Ele o tinha proclamado diante de todos, como é que agora por sua própria vontade ele envia pessoas para perguntar se Ele era ou não o Cristo?”.

Voltando-se ao Batista, Crisóstomo pergunta: “Não disseste tu: Eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. Não disseste tu: Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo?

Não viste o Espírito na forma de uma pomba? Não ouviste aquela voz?

Não tentaste atrapalhar dizendo: Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim?

Não disseste aos discípulos: Importa que ele cresça e que eu diminua?

Não ensinaste a todos que Ele os batizaria no Espírito Santo e no fogo e que Ele é o Cordeiro de Deus que toma sobre si o pecado do mundo?

Não havias proclamado tudo isso antes dos milagres e das maravilhas?

Por que, então, agora que Ele se manifestou a todos, Sua fama se espalhou por toda parte, os mortos foram ressuscitados, os demônios expulsos e houve provas de milagres tão grandes, envias, por tua própria iniciativa, pessoas a se informar? O que aconteceu? Todas essas palavras foram engano, falsidade, fábulas?

Mas que pessoa sensata poderia dizer isso? Não digo João, que estremeceu no ventre de sua mãe, que o proclamou antes de nascer, que era um cidadão do deserto, que exibia um sistema angélico de vida; mas nem mesmo nenhuma das multidões, entre aqueles muito desprezados, poderia duvidar depois de tantos testemunhos, tanto dele como de outros”.

3. E continua: “Daí é evidente que nem mesmo ele (o Batista) enviou os discípulos porque duvidava, nem fez essa pergunta porque ignorava.

Também não se poderia dizer que ele sabia claramente, mas tinha se tornado mais temeroso por causa da prisão; ele não esperava ser libertado e nem, se o tivesse esperado, teria traído sua piedade religiosa, ele que estava pronto para morrer. Pois, de fato, se ele não estivesse preparado para isso, não teria mostrado tanta coragem diante de todo o povo, que tinha se comprometido a derramar o sangue dos profetas, nem teria desafiado, com tanta franqueza, aquele tirano cruel no meio da cidade e da praça, repreendendo-o duramente como uma criancinha, enquanto todos o escutavam.

E se ele tivesse se tornado mais temeroso, porque não tinha vergonha de seus discípulos, diante dos quais ele havia dado um testemunho tão grande, mas abordado sua pergunta através deles, ao passo que deveria tê-lo feito através de outros?

Certamente ele sabia claramente que eles tinham inveja dele e desejava encontrar um pretexto contra ele. (…)

Qual é então a sua intenção?

É evidente pelo que foi dito que o questionamento dessas coisas não dizia respeito a João, mas também a nenhuma pessoa, por mais tola e insensata que fosse. A solução da questão deve agora ser apresentada. Por que então ele os enviou para questionar?

Os discípulos de João se opunham a Jesus; isso é evidente para todos que eram sempre invejosos dele. Está claro pelo que disseram ao seu mestre: Aquele que estava convosco do outro lado do Jordão e a quem dás testemunho, eis que ele batiza, e todos vêm até ele; e ainda: surgiu uma discussão entre os discípulos de João e os judeus a respeito da purificação. E mais, eles vieram até ele e disseram: Por que nós e os fariseus jejuamos muito, mas os teus discípulos não jejuam?

4. Eles ainda não sabiam que era Cristo, mas, imaginando que Jesus era um mero homem e João mais do que um homem, ficaram angustiados ao ver que o primeiro gozava de uma grande reputação, enquanto o segundo nem tanto, como ele havia dito. Isso os impediu de se aproximar de Cristo, pois a inveja lhes impedia o acesso a Ele.

Enquanto João estava com eles, exortava-os e os instruía continuamente e, mesmo assim, não os convencia; mas porque estava prestes a morrer, aumentava seus esforços, porque temia que pudesse dar origem a uma opinião perversa, e que eles permanecessem separados de Cristo.

Se esforçava desde o início para levar todos os seus discípulos até Ele, mas como não conseguia convencê-los, aumentou seus esforços quando estava prestes a morrer.

Se ele tivesse dito: “Vão até Ele; Ele é melhor do que eu”, não os teria persuadido, pois eles dificilmente teriam se separado dele, mas teriam pensado que ele falava assim por modéstia e teriam se apegado ainda mais a ele. Por outro lado, se tivesse ficado em silêncio, nenhuma vantagem teria surgido disso.

O que ele faz então? Espera ouvir deles que fazia maravilhas e nem mesmo nesse caso faz exortações a eles, nem envia todos, mas apenas dois que ele talvez soubesse que eram mais dóceis que os outros, que a pergunta poderia não parecesse suspeita, para que eles aprendessem com os fatos a diferença entre Jesus e ele, e então diz: “Vão e perguntem: Sois vós aquele que deve vir, ou devemos esperar por outro?”

5. Cristo, conhecendo a intenção de João, não disse: “Sou eu”, pois novamente isso teria perturbado seus ouvintes, embora fosse lógico dizê-lo, mas deixa que eles aprendam com os fatos. Quando se aproximaram Dele, curou muitos.

Certamente havia alguma conexão entre o fato de não responder nada à pergunta: “Sois vós?” e a cura imediata dos doentes, se não tivesse a intenção de indicar o que eu disse?

De fato, consideravam que o testemunho resultante dos atos era mais credível e menos suspeito do que aquele proveniente das palavras.

Sabendo, portanto, já que era Deus, da intenção com que João os havia enviado, Ele imediatamente curou cegos, aleijados e muitos outros, para não ensiná-lo – e como ele poderia, uma vez que estava convencido disso? – mas para aqueles que duvidavam e depois de tê-los curado, disse: Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres … Bem-aventurado aquele para quem eu não for ocasião de queda!, mostrando conhecer os segredos de suas mentes.

Se Ele tivesse dito:Sou eu, isso os teria chocado, como já disse antes e eles teriam pensado, mesmo sem dizer, o que os judeus Lhe diziam: “Tu dás testemunho de ti mesmo“.

Portanto, não se expressa nesses termos, mas faz com que aprendam tudo dos prodígios, tornando seu ensinamento insuspeito e mais claro” (Homilia 36, 1-2).

Agradeço por ter me dado a oportunidade de citar uma página do Crisóstomo para mostrar quão profunda e persuasiva é a análise dos Santos Padres sobre as Sagradas Escrituras.

Desejo-te tudo de bom, lembro-te ao Senhor e te abençoo.

Padre Angelo

Eu acrescentaria: se São João Batista estava duvidando de Jesus, iria enviar seus discípulos para fazer a pergunta justamente ao "impostor"? Não, ele não duvidou.

Ambos os textos estão abaixo, nos links relacionados.

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Links relacionados:

Mateus 11:2-11

São João Crisóstomo responde 


sexta-feira, novembro 07, 2025

Corredentora e Medianeira de todas as graças

 

Sobre a polêmica gerada pelo documento (nota doutrinal) publicado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, "Mater Populi Fidelis", que impugna os títulos de Nossa Senhora como "corredentora" e como "medianeira de todas as graças", segue abaixo o meu pensamento.

Penso que, talvez, o que tenha suscitado, intuitivamente (inspiradamente?), o uso do termo CORREDENTORA por muitos Papas e santos, foi o fato de N. Sa. ter concordado em ceder sua própria carne para formar a carne do corpo de Jesus, filho do Altíssimo. O corpo de Jesus que morreu para nos redimir (e que a redimiu antes de todos - "extra tempus") é carne da carne dela. E ela não abandonou o seu papel nunca.

Ela não está no mesmo patamar de Jesus, claro, é Ele que nos redime, mas o termo corredentora talvez seja correto, como sempre foi dito, pois ela teve papel fundamental para a Redenção, papel este que lhe foi outorgado pelo próprio Deus e que ela aceitou. Quem somos nós para dispensar este "instrumento" preciosíssimo!

A "colaboração" dela não é como a de NENHUM outro santo. Nem como mera "discípula", como diz o documento. É muitíssimo maior. É ela que, obediente a Deus, entrega a natureza humana a Jesus, com a missão de nos redimir. Nada se compara!!!

Quanto à expressão "Medianeira de todas as graças", temos no Catecismo que é certo dizer Medianeira. De todas as graças... o Padre Paulo Ricardo nos explica magistralmente no vídeo+texto que anexei, abaixo, em "Links relacionados". Excelente! Obrigada, padre, por nos instruir.

O Padre Paulo Ricardo publicou estes vídeo + texto no dia 10 de outubro de 2025, para o dia da nossa padroeira do Brasil. Lindíssima homilia!!!

Parece que ele estava adivinhando o que ia ser publicado, pelo Vaticano, sobre Nossa Senhora, em 4 de novembro.

Ele podia ter falado sobre a história da imagem de Aparecida, mas não, ele falou exatamente dos dois títulos em questão, que foram considerados inadequados na nota doutrinal "Mater Populi fidelis". Vale muito a pena assistir ao vídeo ou ler o texto, ambos no link abaixo, que mencionei.

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Diga-se de passagem, é muito difícil ter alguém que saiba mais Teologia do que o Padre Paulo Ricardo.

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Links relacionados:

Corredentora e Medianeira de todas as graças (Pe. Paulo Ricardo)

Mater Populi fidelis (nota doutrinal do Dicastério para a Doutrina da Fé)

Homilia Padre Paulo Ricardo, 9 de novembro 2025


segunda-feira, outubro 13, 2025

Ação de Graças

Esta mão não é minha

Como diz o Pe. Paulo Ricardo (link ao final):

"Uma série de acontecimentos, assim, extraordinários, que não têm nada de milagroso, enquanto tal, mas que têm de providencial, ou seja, de ação divina; porque, que uma pedra caia num lugar, tudo bem. Que duas pedras caiam no mesmo lugar, é uma coincidência, não é? Que três pedras caiam no mesmo lugar... Cara, o negócio aqui tá fenomenal! Mas que, de repente, uma série de acontecimentos, todos no mesmo ano, apontem na mesma direção, ali tem uma inteligência. Ali tem alguém que está dirigindo aqueles acontecimentos."

Quando ouço ou leio depoimentos como este, sinto um certo alívio por pensar da mesma maneira. Algumas pessoas próximas a mim, apesar de estarem bem longe geograficamente, também compartilham ideias e experiências vividas.

Ah! Tantas "coincidências fenomenais"! São respostas sobrenaturais dentro dos limites do ambiente natural, são Providência Divina. Por que mereci? A Misericórdia de Deus acode o miserável que confia nela, e eu confio. Miseráveis, somos todos nós; ter consciência disso não é um caminho fácil. Dar glória a Deus é a nossa Alegria. Não estamos sós. Ele está conosco!

Hoje, no dia de Ação de Graças aqui do Canadá, agradeço a Deus, mais uma vez, pelas Graças recebidas, com a doçura de Nossa Senhora, com a força silenciosa, mas decidida de São José, com a companhia iluminada e protetora do meu Anjo da Guarda, que só falta falar comigo... ele escreve! :-) Agradeço por ter gente da família e amigos em quem confiar e que confiam em mim.

Sempre que me sentir sozinha, tenho que me lembrar disso tudo e prosseguir rezando, incansavelmente.

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Jesus, Maria, José, meu coração vosso é.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém.

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Links relacionados:

Entrevista com o Pe. Paulo Ricardo

No coração de BH

Religião

Corações ao alto


quinta-feira, outubro 09, 2025

At dawn

 (a personal anecdote)

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Português

Before going to sleep, in the night from 6 to 7 October, I opened a little bit of my bedroom window's curtain to be awakened softly by the daylight in the early morning. Indeed, I woke up at dawn despite the darkness in the bedroom. The Sun is rising at about 7 a.m. these days, and it was still 5:50 a.m.

There was a faint light curiously making bright only what was on my bedroom dresser, my religious statues. They looked like having their own light, as phosphorescent objects in the darkness. For a while I was surprised, but not startled; I was softly and sweetly amazed.

But as a sceptical, healthy person, I looked for a plausible interpretation and I quickly found the reason for that "phenomenon." I immediately remembered the curtain I had left open and noticed a subtle white beam of light coming from the window towards the dresser. That explained it.

Anyway, regardless of my logical reasoning, regardless of the naked truth of the facts, I was enchanted by what I was seeing. The silhouettes of the Blessed Virgin, the representative of my Guardian Angel, my nativity scene... they were there, clearly visible and defined. Heaven was with me, and my heart overflowed with love. Thanks, amen.

quarta-feira, outubro 08, 2025

Ao alvorecer

 (um fato curioso)

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Antes de ir-me deitar, na noite de 6 a 7 de outubro, abri um pouquinho a cortina da janela do meu quarto, para que a luz do dia me acordasse suavemente, de manhãzinha. E, de fato, acordei ao alvorecer, apesar da escuridão do quarto. O Sol nasce por volta das 7 horas, por esses dias, e ainda eram 5:50.

Havia uma tênue claridade que, curiosamente, iluminava somente o que estava sobre a minha cômoda, as minhas imagens religiosas. Elas pareciam ter luz própria, como os objetos fosforescentes brancos na escuridão. Por alguns instantes, fiquei surpresa, mas sem sobressalto, eu estava suave e agradavelmente maravilhada.

Mas como sou saudavelmente cética, procurei uma explicação plausível e rapidamente encontrei a razão do "fenômeno". Lembrei-me, imediatamente, da cortina que eu havia deixado entreaberta e notei um delicado facho branco de luz vindo da janela, passando sobre meu computador, em direção à cômoda. Estava explicado.

De qualquer modo, pouco importa meu raciocínio lógico, pouco importa a verdade nua e crua dos fatos, eu estava encantada com o que estava vendo. As silhuetas da Virgem Santíssima, do representante do meu Anjo da Guarda, do meu presepinho... elas estavam ali, bem visíveis e claramente definidas. O Céu estava comigo e meu coração transbordava de amor. Obrigada, amém.