Pelo que andei lendo de autores entendidos, compreendi que, mesmo que nos arrependamos, nos confessemos e que sejamos perdoados na Confissão, é preciso, para muitos de nós, passar pelo purgatório... um processo de purificação que pode começar já aqui na Terra, pela busca da santidade e pela penitência.
Não se trata de pagar pelo pecado, isso já está feito pela Salvação por Jesus; trata-se de reconhecer o tamanho da nossa miséria, que não retribui ao Amor misericordioso infinito de Deus, ou seja, como diz o Pe. Paulo Ricardo, trata-se de acolher esta Salvação, pela fé e pelas obras da Caridade, as obras de rejeitar o mundo, as obras de lutar contra o pecado, as obras de uma vida ascética. A purificação não se faz sem sofrimento. É preciso louvar a Deus, por nos ter dado a Salvação, e agir para assumi-la, apesar de reconhecermos a nossa tendência para pecar. Este reconhecimento e o esforço penoso para nos corrigirmos acabam por nos dar uma alegria indizível, muitas vezes com consolações e a progressão na fé e na santidade.
Em outras palavras, também pode-se dizer que o purgatório é um saber-se indigno de tamanho Amor divino, sentindo uma espécie de dor por saber-se não merecedor, incorrendo sempre em erros, apesar de estar grandemente agradecido pela Salvação e com esperança de juntar-se a Deus.
É quando a saudade diz respeito ao tempo futuro, nos limites da nossa compreensão, quando se refere a uma alegria que virá, a saudade da felicidade eterna. E, paradoxalmente, esse sentimento já tem um gostinho de alegria.
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