Consolação
inesperada
Uma
emoção nova, inesperada
Irmão,
irmã, da mesma morada
Que
não vi em pessoa
Doçura
infinita –
consolação
Bendita
rajada de afeição
Sensação
imensamente boa
Chorei
Foi
tão rápido o que experimentei
Não,
não veio de mim, veio do além
Pelo
sentimento de estar entre os meus
Só
pode ter vindo do Bem
Veio
de Deus
(escrito
em 14 de março de 2014)
Embora
não tenha conhecido meus irmãozinhos que morreram recém-nascidos,
sinto amor fraternal por eles. Provavelmente, por ouvir minha mãe
contar, emocionada, como foram os rápidos momentos em que estiveram
nesse mundo. Eu ainda não era nascida, vim depois deles, mas
emociono-me com as histórias que ela contava.
O
mais velho, José Eustáquio, nasceu prematuro, em novembro de 1947;
teve problemas respiratórios. Morreu com apenas 12 horas. Era muito
parecido com o meu pai.
Cabe
aqui, lembrar de fenômenos impressionantes que ocorreram com meus
pais, relacionados com o Beato Padre Eustáquio, já falecido,
naquela época. Transcrevo, abaixo, o que escrevi sobre isso, há
algum tempo (link ao final):
Com
minha mãe, que também era muito devota dele, houve uma espécie de
manifestação em dois sonhos, já alguns anos após a morte do
sacerdote. Ela tinha perdido o primeiro filho, recém-nascido, e
sonhou com o padre que lhe dizia que ela perderia um filho. Ela dizia
que já tinha perdido um e perguntava se era desse que ele estava
falando. Ele não respondeu, nem sim nem não.
Outro
episódio interessante que ocorreu com meus pais foi que, também em
sonho, o Padre Eustáquio disse à minha mãe que ela teria sete
filhos. Sem que ela tivesse comentado nada sobre isso, meu pai deu a
ela um presente – não sei se no dia seguinte, ou dias depois: uma
peça de louça com sete criancinhas pintadas; e perguntou se não
seria uma boa conta. Ela ficou impressionada porque era o mesmo
número do sonho.
Naquele
tempo, as famílias católicas não evitavam filhos, viessem quantos
viessem. Pois, anos depois, após finalizada a produção da
“fábrica”, minha mãe lembrou-se dos sonhos e constatou que
estavam certos. Ela teve sete filhos, contando com os dois que
morreram pequeninos. Sim, ela teve um outro que morreu recém-nascido
– uma menininha. Coincidências estranhas... Sinais para ajudar a
fortalecer a fé?
Maria
Jacinta foi o quinto rebento, nasceu logo antes de mim. Segundo minha
mãe, ela nasceu forte, saudável, mas parece que adquiriu uma
infecção no hospital, morreu com sete dias. Provavelmente, tétano.
Outro
dia, ouvi a palestra de um padre, explicando o que acontece com as
pessoas após a morte, de acordo com os ensinamentos da Igreja
Católica. Meus irmãozinhos foram batizados. Como
recém-nascido não tem pecados pessoais, a alma alcança a visão
beatífica de Deus de imediato. Não sei se a proximidade genética
desse lado de cá leva algum rastro para o lado de lá, mantendo
algum elo entre os dois "mundos". Penso que não. Mas, pelo
menos, sabemos, com certeza, que eles são santos. Temos, portanto,
garantidos, mais dois para pedirmos intercessão por nós e para
darmos glória a Deus. É o que eu faço praticamente todos os dias.
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Link
relacionado:
Padre Eustáquio - Saúde e Paz