quarta-feira, setembro 23, 2026

Omniscience divine

 

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Concernant la Semaine Sainte, j'ai lu un texte qui parle de la trahison de Judas. Dans cet article, l'auteur mentionne certaines interprétations qui ne sont pas correctes, comme si Judas avait une prédestination, comme s'il y était contraint de le faire. Cette fausse interprétation vient d'une mauvaise compréhension du sens des prophéties en général, y compris celle que Jésus fait quelques instants avant la trahison.

Ou plutôt, elle provient de l'incompréhension de ce qu'est l'omniscience divine.

Il est très difficile de comprendre ce qu'est l'omniscience, car nous sommes incapables d'en faire l'expérience. Cependant, il existe un exercice d'imagination, quoique très rudimentaire, parce que nous n'en avons qu'une vague idée ; personne ne sait vraiment ce que c'est. Je me suis souvenu de ce que j'avais écrit autrefois.

Vous souvenez-vous des vieilles bobines de film, avec ces petits carrés montrant chaque mouvement, image par image? En regardant à contre-jour, on pouvait voir plusieurs séquences, parcourir la pellicule, la suivre du regard et voir le film entier.

Dieu voit, ou plutôt connaît, la trame de l'univers entier, de tous les temps, passé, présent et futur, comme s'Il voyait tout d'un seul coup, toujours. Comme si, pour Lui, tout ce mouvement était figé, en un instant fugace. Son regard voit tout instantanément. Il n'y a ni avant ni après, contrairement à nous qui percevons le monde de façon confuse.

Jésus savait que Judas voudrait le trahir et qu'il le ferait.

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Liens connexes :

La culbute


terça-feira, setembro 22, 2026

Bécosse

 

Alguém comentou sobre o termo "casinha", em referência a instalações sanitárias e a palavra me fez voltar à infância, lembrei do meu 1° ano primário, no "Grupo Escolar".

De vez em quando, algum(a) coleguinha pedia autorização à professora para ir à "casinha". E eu ficava curiosa, o quê e onde era a tal "casinha"... Depois, constatei que era o banheiro! Achei um tanto nonsense, mas não dei importância ao assunto.

Não costumávamos falar assim na minha família. Nunca comentei lá em casa, naquele tempo, que eu não sabia por que algumas crianças chamavam banheiro de casinha; talvez meus pais tivessem me explicado a razão. Imaginem que só fui aprender quando me mudei para o Canadá.

Na floresta do meu sogro, onde se produzia "sirop d'érable / maple syrup" à moda antiga, vi uma cabaninha minúscula no meio do arvoredo, só dava para entrar uma pessoa. Perguntei ao Léo, meu marido, ele me explicou que era uma instalação sanitária primitiva. Aqui, nas províncias de Québec e Ontário, era chamada de "backhouse" (termo mais comum do que "outhouse" em outros lugares).

O Léo me contou que, antigamente, não havia banheiro dentro de casa, havia a "bécosse", corruptela de "backhouse". Imediatamente, lembrei-me do termo que ouvi na infância. Devia ser do mesmo jeito no Brasil, em velhos tempos, o banheiro devia ser uma casinha separada.

Os antigos canadenses franceses transformaram "backhouse" em "bécosse", segundo o Léo, porque não sabiam falar direito. Fiquei surpresa com a diferença na pronúncia, em relação à original inglesa, mas acho que lá pelos idos dos séculos XVIII, XIX, devia haver resquícios de um inglês mais arcaico. Na pesquisa que fiz, "house" em inglês antigo era "hūs". Com algum sotaque mais carregado francês, pode-se chegar a "bécosse"... ??

A foto que ilustra esta página é da "bécosse" que vi na floresta.

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Nota: aventei a hipótese de usarem um inglês mais antigo, naqueles idos de antanho, em analogia ao que ocorria com o francês, naquela época.

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Link relacionado:

DHFQ : bécosse


quinta-feira, setembro 10, 2026

Irmão, irmã, que não vi em pessoa

 

Consolação inesperada

Uma emoção nova, inesperada

Irmão, irmã, da mesma morada

Que não vi em pessoa

Doçura infinita – consolação

Bendita rajada de afeição

Sensação imensamente boa

Chorei

Foi tão rápido o que experimentei

Não, não veio de mim, veio do além

Pelo sentimento de estar entre os meus

Só pode ter vindo do Bem

Veio de Deus

(escrito em 14 de março de 2014)

Embora não tenha conhecido meus irmãozinhos que morreram recém-nascidos, sinto amor fraternal por eles. Provavelmente, por ouvir minha mãe contar, emocionada, como foram os rápidos momentos em que estiveram nesse mundo. Eu ainda não era nascida, vim depois deles, mas emociono-me com as histórias que ela contava.

O mais velho, José Eustáquio, nasceu prematuro, em novembro de 1947; teve problemas respiratórios. Morreu com apenas 12 horas. Era muito parecido com o meu pai.

Cabe aqui, lembrar de fenômenos impressionantes que ocorreram com meus pais, relacionados com o Beato Padre Eustáquio, já falecido, naquela época. Transcrevo, abaixo, o que escrevi sobre isso, há algum tempo (link ao final):

Com minha mãe, que também era muito devota dele, houve uma espécie de manifestação em dois sonhos, já alguns anos após a morte do sacerdote. Ela tinha perdido o primeiro filho, recém-nascido, e sonhou com o padre que lhe dizia que ela perderia um filho. Ela dizia que já tinha perdido um e perguntava se era desse que ele estava falando. Ele não respondeu, nem sim nem não.

Outro episódio interessante que ocorreu com meus pais foi que, também em sonho, o Padre Eustáquio disse à minha mãe que ela teria sete filhos. Sem que ela tivesse comentado nada sobre isso, meu pai deu a ela um presente – não sei se no dia seguinte, ou dias depois: uma peça de louça com sete criancinhas pintadas; e perguntou se não seria uma boa conta. Ela ficou impressionada porque era o mesmo número do sonho.

Naquele tempo, as famílias católicas não evitavam filhos, viessem quantos viessem. Pois, anos depois, após finalizada a produção da “fábrica”, minha mãe lembrou-se dos sonhos e constatou que estavam certos. Ela teve sete filhos, contando com os dois que morreram pequeninos. Sim, ela teve um outro que morreu recém-nascido – uma menininha. Coincidências estranhas... Sinais para ajudar a fortalecer a fé?

Maria Jacinta foi o quinto rebento, nasceu logo antes de mim. Segundo minha mãe, ela nasceu forte, saudável, mas parece que adquiriu uma infecção no hospital, morreu com sete dias. Provavelmente, tétano.

Outro dia, ouvi a palestra de um padre, explicando o que acontece com as pessoas após a morte, de acordo com os ensinamentos da Igreja Católica. Meus irmãozinhos foram batizados. Como recém-nascido não tem pecados pessoais, a alma alcança a visão beatífica de Deus de imediato. Não sei se a proximidade genética desse lado de cá leva algum rastro para o lado de lá, mantendo algum elo entre os dois "mundos". Penso que não. Mas, pelo menos, sabemos, com certeza, que eles são santos. Temos, portanto, garantidos, mais dois para pedirmos intercessão por nós e para darmos glória a Deus. É o que eu faço praticamente todos os dias.

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Link relacionado:

Padre Eustáquio - Saúde e Paz