segunda-feira, setembro 15, 2014

Dignité Animale

Versão em português

En général, nous observons les traits des animaux pour connaître leur comportement par rapport à l’environnement et pour savoir également en quoi sa présence peut influer sur notre survie. On ne pense pas souvent dans l'autre sens, soit quels sont nos traits et nos comportements qui attirent l’attention des autres animaux et qui leur rendent inquiets. Nous avons tous nos propres identités à préserver, chaque espèce dans son contexte avec sa dignité dont on veut garder l’intégrité.
Une question me vient à la tête... Quel sera le vrai sentiment que nous inspirons à nos animaux domestiqués? En particulier les animaux de compagnie, comme les chiens – je pense que depuis longtemps ils ont perdu leur dignité et sont devenus des esclaves très aimants de leur être humain qui les domine et mène, si on veut, avec de l’exclusivité. Une de mes amies qui adore les chiens – et en a plusieurs – m'a expliqué que les chiens considèrent la famille humaine avec laquelle ils vivent comme une meute, dont le membre dominant est leur maître. Est-ce vrai? Je ne suis pas sûre, car je pense que les chiens sont capables de se rendre compte qu'ils ne sont pas de la même espèce ni de la même «gang». Et cela ne les empêche pas de se sentir dominés ni de se rebeller, parfois, pour s’en sortir de cet état.
J'ai un sentiment conflictuel par rapport aux chiens: ils me font peur et, en même temps, ils me font avoir pitié concernant leur état d’esclavage auprès des êtres humains. Deux fois, j'ai essayé d’"avoir" des chiens, afin de surmonter ma peur, mais je n’ai pas réussi d’être le «chef»,  ils ont fini par avoir le contrôle presque complètement. Et l'expérience n'a pas non plus eu l'effet de me faire perdre la peur d’autres chiens.
Certains disent que les gens qui aiment beaucoup les chiens, exagèrent dans l'affection et par la façon dont ils les traitent, comme s'ils étaient des êtres humains. À mon avis, les personnes qui réussissent d’avoir des fidèles et obéissants chiens de compagnie ont l’obligation de prendre soin de leurs «amis», car notre espèce les a dépouillés de leur dignité individuelle. La moindre de choses qu’ils peuvent faire est de les traiter vraiment avec beaucoup de respect. Cette phrase de Saint-Exupéry s'applique bien ici: «Tu deviens responsable pour toujours de ce que tu as apprivoisé."

sábado, setembro 13, 2014

Dignidade animal

Version en français
Excelente o que esse cara fala! Fiquei encantada!!!
Ouçam, por favor, quando ele fala sobre uma tartaruga que ele fotografou (no minuto 33:41 do vídeo). É fascinante!
Entrevista com o fotógrafo Sebastião Salgado:
http://tvbrasil.ebc.com.br/espacopublico/episodio/sebastiao-salgado-participa-do-espaco-publico

 "Quem não tem cão caça com gato" :-)


Eu já tinha observado que a postura bípede dos humanos é um fator de intimidação para os outros animais. Daí, talvez, por isso a tartaruga tenha-se sentido mais à vontade quando ele se ajoelhou. Outra coisa que a gente não se dá conta é do tamanho das nossas patas/pés (digamos, a parte que se apóia no chão). Deve ser atemorizante.
Uma pergunta se impõe... Qual será o verdadeiro sentimento que causamos nos nossos animais domesticados? Principalmente os de estimação, como os cachorros. Acho que estes, já faz muito tempo que perderam a sua própria dignidade e se tornaram escravos amantíssimos do seu ser humano, que os domina ou lidera, como queiram, com exclusividade. Uma amiga minha que adora cães - e tem vários - explicou-me que os cachorros consideram a família humana com a qual vivem como uma matilha, cujo líder é o seu dono. Será? Não acredito muito nisso, penso que os cachorros são capazes de perceber que não são da mesma espécie nem da mesma "turma". E isso não os impede de se sentirem dominados nem de tentarem, por vezes, se rebelar para saírem dessa condição.
Eu tenho um sentimento conflituado com relação aos cachorros: tenho medo deles e, ao mesmo tempo, muita pena por esta sua condição escrava diante dos seres humanos. Já tentei duas vezes "ter" cachorros, para vencer o meu medo, mas não consegui ser a "líder", eles acabaram me controlando quase completamente. E a experiência também não surtiu o efeito desejado de perder o medo de cachorros estranhos.
Há quem diga que as pessoas que gostam muito de cachorros, exageram na afeição que têm e na maneira como os tratam, como se fossem seres humanos. Na minha opinião, essas pessoas que conseguem ter seus fiéis e submissos cães de estimação, têm mesmo a obrigação de cuidar muito bem desses seus "amigos", pois a nossa espécie roubou-lhes a dignidade individual. O mínimo que podem fazer é tratá-los com muito respeito mesmo. Aquela frase do Saint-Exupéry se aplica bem aqui: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". 

quinta-feira, setembro 11, 2014

"Mal resolvido"



Gostei muito deste artigo (link logo abaixo), dêem uma lida, por favor; não é longo e é muito esclarecedor... Pode ajudar a quem se encontrar nesta situação:

É a pura verdade. Eu já passei por esta fase de remoer tudo quanto achei que pudesse ter sido injustiça comigo, durante minha infância e adolescência. Depois de analisar tudo na minha introversão de tímida exagerada, senti necessidade de falar – a quem pude desabafar diretamente, desabafei, fazendo-lhe enxergar o mal que me fez. Depois fiquei até com sentimento de culpa por ter falado. Mas não foi com espírito de vingança. Foi por amar muito essas pessoas e para poder remover todo o rancor que estava me atrapalhando de amá-las sem mágoa alguma. É muito desagradável ficar com uma pedra no sapato, incomodando o nosso caminhar – por mais que tentemos empurrar a pedra para um canto do sapato, a coisa fica “mal resolvida”. Por vezes, penso que deve ter sido bom para essas pessoas também, para que pudessem se redimir de alguma forma. Quem dera que eu pudesse me redimir dos meus erros, obtendo o perdão de quem ofendi.
 Mas hoje, chegando perto dos meus 60 anos de idade, penso que melhor ainda teria sido não ter falado nada. Teria sido ainda mais gratificante se eu tivesse conseguido me livrar das minhas pedrinhas – que, afinal, nem eram tão ásperas assim – com o pensamento maduro de que sou uma pessoa adulta e independente, que respondo pelos meus próprios atos e sentimentos e não posso passar a vida a justificá-los pela possível ação de outros que possam ter-me causado algum dano. Muitas vezes, aquela ação que julgamos maléfica, nem era intencional e falar dela com a pessoa que pensamos ser culpada, pode ser uma atitude que causa sofrimentos inúteis.
É preciso soltar as amarras e navegar com nossos próprios remos. Se nosso barco foi danificado e se ele é a única saída que temos para navegar, mãos à obra para repará-lo. Se o dano ao barco é irreparável, caminhemos por terra, com nossos próprios pés.
Eu sei que há casos em que o dano foi tão grande que não conseguimos encontrar uma saída sozinhos. Então, que procuremos ajuda especializada (psicólogos, psiquiatras), para nos livrarmos definitivamente do problema e não ficarmos remoendo um passado doloroso que só nos faz estagnar e apodrecer... Sozinhos. 
Uma pena ver tantos casos, como estes que o artigo menciona, de pessoas que sofreram com as atitudes dos pais. Disso eu não posso reclamar; apesar de terem sido muito rígidos e sem manifestações excessivamente melífluas, meus pais sempre elevavam nosso moral, elogiavam nossas qualidades. Havia muitas exigências, uma educação rigorosa, mas eles nos transmitiam confiança de que éramos pessoas capazes. Talvez aí esteja a diferença. Não se pode massacrar uma criança só com palavras negativas, isso pode destruir uma vida.