sexta-feira, março 03, 2017

Cabane à sucre

Memories...


Les érables se réveillent
La sève commence à bouger
Du sang nouveau
Et vient le temps d’entailler
On tourne pour ramasser l’eau
L’accordéon, les chansons
On tourne pour danser
Tout pour rimer avec bonheur
La vapeur et la douceur
Comme chez un druide
Pour goûter les plaisirs d'une potion
On est dans un nuage
Comme chez un magicien
On respire l’air sucré, ça dégoutte du plafond
Ah… Le bouilleur
C'est lui qui chauffe... Et qui fait bouillir
Et la cabane devient accueillante
L'eau se transforme en sirop
C'est lui qui opère ce miracle, le bouilleur
Puis, les miracles... Ça ne finit plus
Le sirop change en tire, en beurre
En grand-père
Toute la douceur du monde dans la cabane
Puis... Ça change en printemps!
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I took this photo of my father-in-law's old sugar shack in 2005:

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Les joies de l'hiver au Québec I

In English
Em português

Je pensais à porter mes nouvelles bottes pour aller aux achats, en ville. Oublie ça. Je ne suis plus à l’âge… malgré tous les efforts que je fais pour m’adapter aux conditions hivernales, j’ai déménagé ici trop vieille pour devenir bonne dans ces sports glaciaux, comme marcher sur la glace. Je ne suis pas capable de glisser, élégante, aux spectacles de « Holiday on ice » de notre quotidien. Mes vieilles bottes d’hiver ne sont pas le summum de la beauté mais elles sont bonnes ! Malgré cela, la prudence doit toujours être de mise. Les surfaces ne sont pas toutes "dégelées", après le dernier cocktail météo.
L'entrée du magasin, par exemple, était un défi. Du trottoir à la porte, environ 20 mètres. « Dois-je aller ? » – je me demande, découragée, devant l’espace à franchir qui me semble sans fin. Mes crampons dans un sac en plastique... Avant d'entrer, je dois les ôter pour ne pas endommager le plancher du magasin… Je prends le risque juste avec les bottes. Me voilà, je marche comme un pingouin, je cherche les petites "flaques" de neige, moins glissantes, parmi les grandes et moyennes vagues de glace, dures comme de la roche.
Non, ce n’est pas un pléonasme de dire que la glace est dure comme la roche. Il faut vivre ici pour comprendre ces intensités.
Petite vérification si je suis observée avec mon agilité de vieille : je regarde tous les côtés, discrètement, et je vois deux visages attentifs, de l'autre côté de la vitre de la porte du magasin. Embarrassée, je pense à aller plus vite, mais mon ange gardien me prévient qu'il serait imprudent.
- Calme-toi, qu'est-ce que tu préfères: une jambe cassée ou quelques rires pour égayer la journée?
Finalement, je réussis à traverser l’océan. La porte s’ouvre et deux gentilles vendeuses me demandent, presque en même temps, si c’était trop glissant, et s’excusent pour l’état de l’entrée.
Tout le monde soulagé, on passe au but de la manœuvre : choisir quelque chose dans le magasin, avec la carte-cadeau que mon mari m’a donnée. Cette partie a été plus agréable.
C'est une petite joie de l'hiver: réussir à ne pas tomber sur la glace. Mais on dirait que j’étais due.
Quelques jours plus tard, on a eu un autre cocktail météo et j'ai eu ma première chute, en glissant, involontairement, sur la glace… En espérant que ce sera la dernière. Pas si pire, quand même... une fois en presque 18 ans au Québec.
Même si je fais toujours attention, j'ai manqué mon coup.
En sortant de la maison, je regardais dans mon sac à main, mes pieds ont glissé vers l'arrière; en réflexe, les mains sont allées s'appuyer sur le deck; les mains ont glissé aussi. Voilà, je me suis retrouvée complètement couchée, et j'ai continué à glisser encore, jusqu'au bord des marches du deck... Une chance! Quelques millimètres de plus et je serais partie en vol libre... tout un scénario!
À l’exception d’un peu de douleur au genou gauche et au poignet droit, je suis bien. Une autre joie de l'hiver: se redresser d'une chute et constater qu'on n'est pas tout cassé. Comme dans la vraie vie… on survit aux malheurs tout le temps pour construire notre joie de vivre. Quand personne ne se blesse, c’est drôle. Cependant, il faut faire attention parce que ce qui semble comique peut être tragique.
 Mais il y a beaucoup d'avantages macro et microbiologiques d'avoir un hiver glacial. À vrai dire, on est chanceux !

sábado, fevereiro 11, 2017

Mais humildade, menos arrogância!

http://g1.globo.com/espirito-santo/



Os policiais militares (PMs) merecem melhores salários, sem dúvida. Estão passando por dificuldades no Estado do Espírito Santo (ES) – e não só lá, pelo que se noticia. Mas, como já disse anteriormente, é uma profissão engajada na nobre missão de proteger o cidadão. Sou contra o abandono total da população, como estão fazendo, isso é covardia.
Chegou-se a esse extremo, na minha opinião, por falta de comunicação e de aliança entre o povo e a polícia. Os policiais não podem desobedecer seus superiores nem fazer greve... O povo é que tinha que estar reivindicando melhores condições para a Polícia Militar (PM), faltou comunicação de ambos os lados. Deu nisso, uma paralisação geral, por causa de manifestações de seus familiares, bloqueando os quartéis. Convenhamos...
Um povo que vê Polícia e Exército, a priori, como forças de opressão (como o povo brasileiro) é um povo que se posiciona, inconscientemente (ou não), como bandido... Reflitamos sobre isso. A Polícia fica sem ter como contar com esse povo. Vira um círculo vicioso.
Quanto à foto que ilustra este texto, de pessoas saqueando uma loja, estava matutando aqui... esta imagem já tem alguns dias, mas ainda está dando o que falar nas redes sociais. Penso que chocou mais ainda que as outras porque tem uma mulher roubando. Se fossem só os rapazes, não estariam falando em “famílias de classe média”, em "cidadãos comuns". Eles poderiam ser desses que passam de moto, em duplas, assaltando e matando. A gente esquece que bandidos também têm irmãs, namoradas, mulheres, mães... que, habitualmente, não mostram a cara no "front" da roubalheira, mas dela são conscientes e usufruem. Ora, sem o risco de se machucarem e sem necessidade de saírem correndo agilmente para fugir da polícia, lá foram elas, contribuir com mais braços para açambarcar as mercadorias. É a mesma gente. Infelizmente.
Mais que dinheiro, o que falta é educação... a mais básica.
Tudo errado. É preciso acabar com essa cultura da bandidagem.
Fico-me perguntando por que razão os bandidos têm interesse em fazer o jogo dos PMs. Não dá essa impressão? Os ataques que estão sendo feitos no ES não estão acrescentando nada na vida deles (dos bandidos): nem desenvolvimento, nem riqueza, nem poder. Seria a chance de os bandidos se reconciliarem com a população em geral, se tomassem uma atitude humanitária, com controle da violência – autocontrole.  O perigo é que fossem aclamados heróis, e a polícia ficasse mais desmoralizada ainda do que já está. E daí? Bandidos se reumanizarem é algo altamente desejável. E, olha, do jeito que o Brasil é surreal, não me causaria surpresa que uma reviravolta dessas acontecesse, se a PM continuar batendo o pé com a greve. Mas penso que eu é que estou sendo surreal.
Espero que o sofrimento por que estão passando os capixabas seja um alerta para todos.
Parece que hoje, finalmente, surgiram alguns sinais de negociação. Eu sugeriria à PM e ao povo capixaba exigir uma cláusula a mais nos estatutos: sempre haver diálogo entre a PM e o povo.
Mais humildade, menos arrogância, nós todos!

terça-feira, janeiro 31, 2017

Eike... pena do Brasil

http://abcnews.go.com



Uma amiga do Facebook postou um comentário interessante, se repreendendo por estar sentindo pena do Eike Batista. Acho que compreendo essa sensação, tive um pouco isso e fiquei-me repreendendo: Como com pena dele? Creio que esse sentimento não é de pena do Eike propriamente dito. É de pena do Brasil que ele representou um dia na nossa ilusão.
Antes de sabermos dessas maracutaias todas, estávamos achando que o Brasil, finalmente, decolaria para um mundo melhor, onde todos teriam chances de se instruir, de viver em melhores condições. Um Brasil de sonhos que poderiam se realizar. Penso que, agora, estamos projetando a imagem da derrocada do Brasil na imagem do Eike preso, de cabeça raspada, numa cela comum para pessoas sem estudo superior, etc.
Ficou uma coisa meio simbólica. Um Brasil cheio de corrupção por trás do sucesso, um foguete que subiu de repente, prometendo muito e que explodiu lá no alto, caiu aos pedaços, sem "sobreviventes"...
Lembram-se do ônibus espacial "Challenger"? Essa imagem me veio à mente. Nós assistimos à sua subida triunfal e também à sua explosão e queda. Foi uma sensação horrível. Eu me lembro, há 31 anos.

segunda-feira, dezembro 26, 2016

Homenagem ao desconhecido


Français

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Quero homenagear aqueles que não conhecemos, de quem sequer sabemos o nome, mas que, com seu trabalho e sua atuação no mundo, fazem com que nossas vidas sejam melhores, mais seguras, mais agradáveis, mais serenas. Escolhi o desconhecido que edifica, sem precisar diminuir o seu semelhante para crescer.
Vamos prestar homenagem ao desconhecido que canta no rádio e nos traz momentos de prazer. Aos trabalhadores que nos mantêm conectados à eletricidade e à comunicação. Aos que se unem a nós para reivindicar dias mais promissores. Aos trabalhadores, em todos os escalões da construção civil, que projetam e fazem estradas e prédios seguros. Aos que embelezam o mundo. Aos que nos alimentam. Aos trabalhadores na área da saúde, na área da educação que, incógnitos no meio da multidão, cuidam de bens tão preciosos para nós. Aos que nos socorrem. Aos que nos defendem das injustiças, aos que nos salvam dos perigos. Aos que nos ajudam nos caminhos invisíveis da Vida. Aos que escrevem para nos alimentar de ensinamentos e encantamentos.
Todos, todos nós, enfim, que tentamos fazer o melhor que podemos, vamos nos regozijar de nossos esforços, em mais este ano que termina, e tentar fazer ainda mais no ano que vem. 
Feliz Ano Novo !